No último dia cinco, a primeira- dama Marcela Temer lançou o programa Criança Feliz, que visa o atendimento médico, pedagógico e psicológico para crianças de famílias de baixa renda. O discurso de Marcela repercutiu na internet, principalmente por considerar visões e conceitos machistas a respeito do papel da mulher na sociedade e em relação à maternidade. Na manhã de hoje, sete de outubro, a deputada estadual Manuela D'Àvila (PC do B), escreveu uma carta resposta para a primeira-dama, comentando as nuances de seu discurso e a convocando para a luta por uma sociedade menos sexista. Confira abaixo a reprodução do facebook.
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7 de outubro de 2016
12 de setembro de 2016
#VotemMulher: Nana Oliveira, de Belo Horizonte
Nana Oliveira é advogada popular há 15 anos, atuante na área criminal e militante
antiprisional e antiproibicionista. Começou sua militância ainda durante a
faculdade de Direito e a cerca de sete anos milita pela organização política Brigadas Populares. Atualmente Nana é secretária política municipal da
organização e junto com Bella Gonçalves é uma das duas brigadistas candidatas a
vereadora de Belo Horizonte.
24 de agosto de 2016
#Vote em Mulher:Conheça Natália Marques
"As mulheres agora tem mais liberdade". Mas se fazem uso dela, continuam sendo julgadas em praça ou timeline pública. "As mulheres agora são maioria na universidade". Mas continuam ganhando menores salários que os homens com mesmo nível de graduação. "As mulheres possuem liberdade sexual". Mas continuam sendo estupradas, mortas e abusadas pelo outro sexo. "As mulheres agora podem gritar por seus direitos''. Mas pagam o preço de serem perseguidas, silenciadas e chamadas de loucas. "As mulheres agora são até presidentes". "Presidentas! Mas golpeadas diariamente até cair, por mídias sexistas e congressos machistas e conservadores''.
Diante de um cenário político nacional conturbado e de cada vez mais ameaças e retrocessos aos direitos das minorias, cidades do Brasil inteiro se preparam para as eleições municipais 2016. A menos de dois meses da decisão, uma das urgências ao se debater a renovação do legislativo é a falta de representatividade de mulheres. A hegemonia masculina, branca e heteronormativa na política fomenta ainda mais as opressões vividas por mulheres, negros e lgbtts no cotidiano. Essa hegemonia torna-se evidente ao contabilizarmos o números de mulheres comandando as capitais do país. Apenas uma.Todas as capitais são governadas por homens, com exceção de Boa Vista, em Roraima, administrada por Teresa Surita (PMDB) pela quarta vez. É isso mesmo que você leu, apenas uma capital é governada por mulher, mas uma mulher de direita.
Entre as 50 cidades mais populosas, só duas possuem prefeitas, e também foram eleitas por partidos de direita. Ribeirão Preto, com Darcy Vera (PSD), e Campos dos Goytacazes, com Rosinha Garotinho (PR).
Segundo dados do Governo Federal, somente 13% das cadeiras são ocupadas por mulheres nos parlamentos locais e na Câmara dos Deputados, apenas 10% são mulheres.
As mulheres representam mais da metade da população brasileira, 52% da população, segundo o IBGE. Percebe que a conta não bate?
As próximas eleições são uma oportunidade de começar a virar o jogo e votar em quem realmente representa a cara do Brasil: mulheres de luta. Chefes de família, trabalhadoras, as universitárias cotistas que tanto incomodam, mães, mulheres lésbicas e tantas outras brasileiras. Para alavancar a campanha dessas mulheres e mostrar que elas estão sim no páreo, mesmo sem grandes financiamentos e visibilidade, o Desvio Livre lança a #voteemmulher e começa a partir de hoje te apresentando candidatas de esquerda que fazem a diferença. Nossa primeira entrevistada é Natália Marques, candidata a vereadora pela REDE Sustentabilidade em Ribeirão Preto, São Paulo.
"Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida." Simone de Beauvoir (escritora feminista)
4 de julho de 2016
A redação de uma menina de 13 anos sobre a cultura do estupro
Senti um alívio e uma ponta de esperança quando recebi pelo celular uma foto da redação da estudante Brenda Campos. O exercício foi parte de uma aula sobre cultura do estupro e machismo dada pelo professor Henrique de Oliveira Fonseca em um colégio particular de Ribeirão Preto, São Paulo. Mais do que o provável resultado de uma boa aula de Filosofia, as palavas dessa menina demonstram também a força de uma nova geração de mulheres que está tendo acesso a outras possibilidades de discurso na vida. Talvez seja também parte do impacto do "feminismo de internet", que está ecoando por aí e mostrando para essas meninas tudo que Brenda colocou (a seu modo) nesse texto. Precisamos falar sobre gênero, machismo e opressões nas escolas. E mais do que isso, precisamos ouvir a juventude. É por acreditar muito nisso e não subestimar essa fase tão importante da vida, em que a maioria das meninas já sofreu algum tipo de assédio, que hoje publico (cheia de orgulho) a redação da Brenda, estudante do oitavo ano.
7 de junho de 2016
Carta para uma vítima
Demorei para escrever. Demorei para acreditar, entender, perceber, assimilar e sentir tudo que a gente sente quando ecoa em todos os cantos a notícia de que uma menina foi estuprada tantas vezes por tantos homens. É absurdamente violento, odioso, trágico e sintomático. Ao longo desses dias eu me revoltei, briguei, chorei, senti medo e desconfiança.
Nada do que eu tentasse escrever aqui poderia dar conta de tudo que é necessário dizer. Eu li notícias e manchetes, li análises sensatas e tive que tentar engolir os discursos que buscavam justificar. Eles tentaram justificar e eu tentei engolir, mas vomitei de volta. De engasgo e nojo. Pensei muito no meu papel e na mulher que sou. Pensei que eu poderia e deveria escrever porque é essa uma das minhas ferramentas de trabalho e das minhas formas de me confortar e tentar oferecer conforto. Por algumas vezes eu fiz rascunhos e apaguei, mas decidi fazer essa carta porque cheguei à conclusão de que não teria sentido me esforçar em dizer qualquer coisa que não fosse diretamente para você.
15 de março de 2016
Crítica do disco "A mulher do fim do mundo" - Elza Soares
Parece que eu nasci agora. My name is now!
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| Elza - Foto da internet |
Por Pedro Menegheti
Arte de Bruna Hayashi
30 de janeiro de 2016
Vítima reage a assédio e agressor é identificado e punido
Originalmente publicado em Olhar Direto
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| Foto da internet |
Uma mulher foi assediada no centro de uma grande cidade. Se todos os casos fossem notícia, não haveria espaço nem leitores o suficiente para tantas manchetes. Mas um desses casos que ocorreu no último dia 19 de janeiro, em Cuiabá (MT), teve um desfecho diferente. A estudante de enfermagem Maíra Cristina da Silva, de 21 anos, caminhava pela rua quando foi assediada por um homem e reagiu.
14 de dezembro de 2015
Arte: Ilustrações de Bruna Hayashi
A Bruna é uma dessas artistas que moram atrás de um caderninho velho e desenhos que surgem durante conversas despretensiosas. Talvez ela nem tenha entendido o quão artista é, ou talvez saiba, mas não faz questão de ser. Bruna desenha. Desenha enquanto gargalhamos na sala ou enquanto a casa está vazia em silêncio. Rascunha o gato que anda entre nós durante o café da manhã coletivo e também coloca em cores o crime ambiental ocorrido em Mariana, Minas Gerais.
Não vou fingir que sou crítica de arte, mas acho que o que ela faz é arte porque é crítico, não precisa explicar ou dar nome. Essas são algumas das ilustrações compartilhadas pela estudante de História que não sabe escrever auto biografias, mas que consegue expulsar os demônios de uma mente inquieta de um jeito que só a arte é capaz de fazer transcender.
Conheça um pouco dos incômodos traços de Bruna Hayashi:
5 de novembro de 2015
A pílula fica, Cunha sai! Ribeirão Preto terá manifestação de mulheres no próximo sábado
Texto de Michelle Borges
“Unidas contra Cunha” acontece no próximo sábado em Ribeirão Preto
As manifestações conhecidas como “Mulheres contra Cunha” chegam a Ribeirão Preto com o objetivo de protestar contra a aprovação da PL5069/13, de autoria do Deputado Eduardo Cunha. Mulheres da cidade e da região estão se organizando para um ato público no próximo sábado, dia 07/11, em frente à esplanada do Teatro Pedro II, com concentração inicial às 10hs e mobilização pelo centro municipal às 13hs.
14 de outubro de 2015
Feminismo revolucionário, talvez nem tanto assim...
Por Danielle Louise
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| Arte de Cecília Ramos |
Eu tive meu primeiro contato com o conceito do feminismo quando fiz uma pesquisa sobre cultura de estupro e então o nome e o conceito me vieram à tona. A princípio eu nem fazia ideia do que tratava o feminismo, apesar de hoje em dia perceber que em mim sempre existiu uma chama de libertação que eu não sabia bem o que significava na época.
18 de setembro de 2015
Lady Gaga e um clipe sobre estupro na universidade
Lady Gaga lançou seu novo clipe. É sobre estupro. Na universidade. É sobre estupros que ocorrem dentro das universidades e no universo estudantil. É sobre silêncio, poder, medo, omissão, vergonha, opressão e violência. É sobre mulheres. Todas elas, todas nós. É sobre mim e todas as outras. É sobre nossa cultura. É sobre os amigos que percebem e não fazem nada. É sobre a imagem fraterna das repúblicas. É sobre quem não acredita na mulher. É sobre o olhar irônico do policial. É sobre hierarquia. É sobre estatísticas assustadoras que representam só 10% dos números verdadeiros. É sobre aquela minha amiga. É sobre a festa da universidade particular que custa caro e é também sobre as estrelas conquistadas no ranking de melhor universidade pública do país.
31 de agosto de 2015
24 de agosto de 2015
Dos amores que a distância constrói
Por Isadora Faria
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| Foto de Thiago R. Caetano Photography |
Há exatamente um ano atrás eu estava eu aqui, no mesmo lugar, pensando que começaria uma vida nova ao seu lado. Expectativas borbulhando em minha mente. Malas prontas, passagem nas mãos e um coração cheio de amor e esperanças. Mas foi só eu pisar no seu território e conhecer a sua área para que toda uma alma viva de sonhos desmoronasse em questões de segundos.
24 de julho de 2015
Moradores do Jardim Aeroporto manifestam contra reintegração de posse
Na última quinta-feira, (23/7), cerca de 70 pessoas das comunidades João Pessoa e Nazaré Paulista realizaram um ato em frente ao Fórum de Ribeirão Preto. O grupo representa apenas 10% dos moradores do local, mas protestou em nome de todas e todos que estão vivendo sob ameaça de expulsão por duas grandes imobiliárias da cidade. Apesar do processo conter ilegalidades, já que as empresas não tem direito de posse das terras, até agora nenhuma instância de justiça impediu a manobra jurídica e a possibilidade de remoção das pessoas que vivem na lá há anos e não tem para onde ir.
17 de julho de 2015
Espelho meu, espelho nosso.
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| Algumas das misses - Foto de Marcus Caetano |
Beleza. Essa palavra carrega os mais diversos significados e sentidos. Historicamente, socialmente, culturalmente, filosoficamente e de vários jeitos a beleza é uma das coisas inexplicáveis da Terra. É divina? Vem de dentro? É só estética? É padrão? Beleza é um estado de espírito? Talvez tentando desvendar um pouco desses mistérios, fui assistir a um concurso de Miss para conversar com as concorrentes sobre o que é se sentir bonita.
14 de julho de 2015
Morar é direito para quem?
Ampliação do Aeroporto Leite Lopes em Ribeirão Preto e a violação do direito à moradia
Imagine que a qualquer momento dessa semana policiais chegassem em sua rua, lhe mostrassem um papel e dissessem que você tem que sair da sua casa. Não existe negociação e se você reclamar pode ser pior. Imagine que a sua casa, que é também o seu lar, será destruída e tudo que você construiu ali, das paredes às suas memórias familiares, terá que ser deixado para trás. Agora imagine que você não tem para onde ir. Não existem parentes, nem abrigo, e nem outra casa para ficar. Você, seus filhos, sua mãe, seu cachorro e todas as suas coisas. Você não tem dinheiro para construir outra casa e muito menos para alugar um hotel e passar a noite. Você está na rua e as ordens de despejo vieram de pessoas que você nem conhece e que também não te conhecem. Não sabem da sua história e nem como você vive. Seu inimigo é invisível, mas poderoso.
18 de maio de 2015
E a sua homofobia, como você vai curar?
Eu sou contra a homofobia. É preciso abrir esse texto dizendo isso, reafirmando e declarando isso. É preciso porque vivemos em tempos de guerra. Tempos transformadores que não nos permitem mais nos escondermos. Ou você está de um lado ou está de outro. Se você se omite diante de homofobia, está do lado de quem agride. Hoje eu estou 100% do lado anti homofobia, mas nem sempre foi assim. Eu já fui homofóbica. Acho que também é preciso dizer isso. Fui homofóbica porque já tive fobia do que não conhecia. Nunca agredi fisicamente, xinguei ou humilhei alguém e nem me afastei de pessoas por causa da orientação sexual delas. Mas isso nunca me livrou da doença homofobia.
10 de maio de 2015
Para as jovens mães que eu conheço
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| Lara e Rita |
Eu fiquei pensando até a madrugada do domingo em como escrever algo para ou sobre as mães. Como conseguir expressar qualquer coisa sobre um mundo que eu só conheço de um lado? Um mundo tão diverso que eu só conheço pelo lado menor, o lado mais egoísta e confortável: o de filha.
Mas eu queria escrever, então comecei a pensar em caminhos. Pensei em como seria se eu descobrisse hoje que estava grávida. Seria uma surpresa, um susto, uma loucura, um sonho e um pesadelo. Na verdade eu nem consigo descrever a quantidade de medos e coisas aleatórias que passaram na minha cabeça. Só por um minuto eu me coloquei no lugar de uma mãe e isso foi inexplicável. Uma jovem e inesperada mãe.
13 de abril de 2015
MC Melody - Quem protege nossas meninas?
Texto: Jéssica Romero e Fiama Souza
Colaboração: Analu Costa e Rafaela Barros
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| Foto - Internet |
Faça um exercício de memória e lembre-se da sua infância. Você se lembra da sua vida aos oito anos? Como era sua rotina? Do que você gostava de brincar? Você se tornou aquilo que queria ser “quando crescer”? Quais eram suas preocupações de criança?
Se você foi uma criança que teve seus direitos minimamente respeitados e foi cuidada com carinho pelos adultos responsáveis por você, certamente suas lembranças foram boas. Dizem que a infância é a melhor fase da vida. Acho que as pessoas dizem isso porque quando somos crianças ainda não temos total consciência do mundo em que vivemos. Criança sente, pensa, percebe, cria e é capaz de fazer escolhas. Mas uma criança não é responsável por si. Não deve ser. Além dos responsáveis legais por uma criança, todas as pessoas da comunidade em que ela vive e da sociedade civil de uma forma geral também são responsáveis pela garantia de seus direitos básicos. Isso está escrito no Artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA. Mas muito além de um papel, isso deveria estar em nossa consciência.
6 de abril de 2015
Carta para receber Amanda
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| Foto- Gustavo Tissot |
Amanda, já faz mais de um mês que te escrevi. Daquele tempo pra cá muitas coisas aconteceram e o BBB acaba daqui algumas horas. Fernando acabou de sair do programa e você e César são finalistas. Hoje estou aqui te reescrevendo e muita gente que me conhece deve pensar: Mas por que a Jéssica insiste em escrever sobre BBB? O que será que feminismo tem a ver com isso? Bom, eu vou tentar falar pra você e pra todo mundo.
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